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Chá de Dente de Leão

Tônico hepático; diurético; depurativo do sangue; antiescorbútico; antiácido; digestivo; estimulante; antidiabético.

Descrição

Planta: Dente de Leão

Nome científico: Taraxacum officinale Weber

Sinonímia Científica: Leontodon taraxacum L; Taraxacum densleonis Desf.

Nome popular: Dente de Leão, Taraxaco, Alface de Cão, Dente de Leão dos Jardins, Salada de Toupeira, Alface de Coco, Coroa de Monge, Frango, Quartilho, Amor dos Homens, Chicória Louca.

Família: Asteraceae (Compositae).

Parte Utilizada: Folha, Raiz.

Indicações e Ação Farmacológica

É indicado para pessoas predispostas a cálculo biliar, inapetência, oligúria, coleocistite, problemas hepáticos, prisão de ventre, cirrose e desordens hepatobiliares. É uma das ervas mais seguras como diurética, utilizada em tratamentos de afecções geniturinárias: cistites, uretrites e também na hipertensão arterial. É coadjuvante no tratamento da obesidade, problemas dermatológicos, dispepsia, hipoacidez gástrica e desordens reumáticas.

A presença de potássio e flavonoides assegura a ação diurética do Dente de Leão, sendo o potássio responsável por um melhor controle dos níveis de espoliação pela via urinária e os flavonoides pelo aumento da diurese. A inulina presente reforça os efeitos diuréticos e colerético da erva. Os terpenos em sinergismo com as lactonas são responsáveis pela ação colagoga, favorecendo a eliminação pela via biliar de numerosos catabólitos. Possui moderada ação anti-inflamatória, sendo útil em desordens reumáticas. O princípio amargo, taraxacina, é o responsável pela estimulação da digestão e da secreção gástrica. Por sua ação depurativa, e alto teor de zinco utiliza-se esta erva em tratamentos de afecções cutâneas como acne, eczemas, herpes, psoríase, etc. Em problemas hepatobiliares pode ser associada a Bérberis (Berberis vulgaris), também chamado de Agracejo em espanhol, e para retenção de líquidos com Milefólio (Achillea millefolium).

Toxicidade/Contraindicações

O uso é contraindicado para pessoas com gastrite, e úlcera gastroduodenal por estimular a secreção gástrica, cálculos biliares, obstrução dos ductos biliares e do trato intestinal.  O uso de diuréticos em indivíduos hipertensos deve ser somente feito sob orientação médica, pois há a probabilidade de aparecimento de uma descompensação tensional e a potencialização do efeito de cardiotônicos. Pode provocar hipotensão arterial devido seu efeito diurético A presença de substâncias amargas pode causar moléstias gástricas e hiperacidez. Para evitar este acontecimento, recomenda-se a associação com drogas mucilaginosas como a Altéia (Althea officinalis). É uma erva de baixa toxicidade, com DL50 em camundongos de 59g/Kg. Nos testes de toxicidade, apenas discretos efeito colateral foi evidenciado, incluindo pirose e diarréia. A erva deve ser usada com cuidado em pacientes com história de hérnia de hiato e esofagite.